top of page
Buscar

Insuficiência cardíaca: o que é e qual o tratamento

insuficiência cardíaca

Quando falamos em insuficiência cardíaca, muita gente imagina automaticamente um coração “fraco” ou prestes a parar. Essa ideia, além de imprecisa, costuma gerar medo desnecessário. A insuficiência cardíaca não é uma sentença, nem significa que o coração deixou de funcionar. Trata-se, na verdade, de uma condição em que o coração não consegue bombear o sangue da forma mais eficiente para atender às necessidades do organismo, seja durante o esforço ou mesmo em repouso. É um diagnóstico comum na cardiologia e, quando bem acompanhado, permite qualidade de vida e controle dos sintomas.


O coração é um músculo que trabalha de forma contínua, adaptando-se às demandas do corpo. Em algumas situações — como hipertensão arterial de longa data, infarto prévio, doenças das válvulas, diabetes, obesidade ou alterações do ritmo cardíaco — ele passa por mudanças estruturais e funcionais. Essas alterações podem comprometer tanto a capacidade de contrair quanto a de relaxar. É exatamente aí que surgem os dois grandes tipos de insuficiência cardíaca: a sistólica e a diastólica.


Na insuficiência cardíaca sistólica, o principal problema está na força de contração do coração. O músculo cardíaco perde parte da sua capacidade de se contrair e, com isso, ejeta menos sangue a cada batimento. É como se o coração até tentasse trabalhar mais rápido, mas com menos eficiência. Esse tipo costuma estar associado a infarto do miocárdio prévio, hipertensão arterial, doenças das valvas do coração e também como consequência de cardiopatias congênitas. Nos exames, especialmente no ecocardiograma, observa-se uma redução da chamada fração de ejeção, que é uma medida objetiva do quanto o coração consegue bombear.


Já na insuficiência cardíaca diastólica, o cenário é diferente e, muitas vezes, mais difícil de entender. Aqui, o coração até contrai bem, mas tem dificuldade em relaxar adequadamente entre um batimento e outro. Isso faz com que o enchimento das cavidades cardíacas fique prejudicado. É como tentar encher um balão rígido: mesmo com força, o volume que entra é menor. Esse tipo de insuficiência cardíaca é muito comum em pessoas com hipertensão de longa data, idosos, pacientes com obesidade ou diabetes, e também em mulheres. Nos exames, a fração de ejeção costuma ser normal, o que leva muitos pacientes a acharem que “está tudo bem”, quando na verdade existem alterações funcionais importantes.


Independentemente do tipo, os sintomas podem ser semelhantes. Falta de ar aos esforços, cansaço excessivo para atividades que antes eram simples, inchaço nas pernas, sensação de peso no abdome e dificuldade para dormir totalmente deitado são alguns dos sinais mais frequentes. É importante ressaltar que esses sintomas não aparecem de uma hora para outra na maioria dos casos. Eles costumam surgir de forma lenta e progressiva, o que faz com que muitas pessoas os atribuam apenas ao envelhecimento ou ao sedentarismo, retardando a procura por avaliação médica.


Um ponto fundamental que gosto sempre de reforçar é que insuficiência cardíaca tem tratamento. E não se trata apenas de remédios. O acompanhamento adequado envolve ajustes no estilo de vida, controle rigoroso da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, orientação alimentar individualizada, prática de atividade física segura e regular, além do uso de medicações que hoje têm impacto comprovado na redução de sintomas, internações e mortalidade. Nos últimos anos, a cardiologia avançou muito nessa área, oferecendo abordagens cada vez mais eficazes e personalizadas.


Outro aspecto essencial é o vínculo entre médico e paciente. Receber o diagnóstico de insuficiência cardíaca pode gerar insegurança, mas informação clara e acolhedora faz toda a diferença. Entender o próprio corpo, reconhecer sinais de alerta e participar ativamente do tratamento traz autonomia e tranquilidade. Não é uma condição que define quem a pessoa é, mas sim uma situação de saúde que pode — e deve — ser acompanhada de perto.


Se você ou alguém próximo convive com sintomas sugestivos ou já recebeu esse diagnóstico, saiba que procurar orientação especializada é um passo de cuidado, não de medo. A insuficiência cardíaca, seja sistólica ou diastólica, faz parte do dia a dia da cardiologia moderna, e o foco hoje é simples e humano: viver melhor, com menos sintomas, segurança e qualidade de vida.


Para agendar sua consulta com o Dr. Enio Panetti, entre em contato através do WhatsApp:




Ênio Panetti - CRM 52.56781-1



 
 
 

Comentários


​Ênio Panetti

Para receber nossas mais recentes dicas de saúde, assine abaixo

Obrigado por assinar!

© 2025 Ênio Panetti

Redes Sociais

Contato

(21) 3082-7624

WhatsApp

bottom of page