O que é arritmia cardíaca? Entenda os sintomas, causas e quando procurar um cardiologista
- Dr Ênio Usiglio Panetti | CRM 5256781-1

- há 3 dias
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A arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo dos batimentos do coração. Em condições normais, o coração bate de forma organizada, obedecendo a impulsos elétricos que coordenam cada contração. Quando esse sistema elétrico apresenta alguma falha, o coração pode bater rápido demais, devagar demais ou de maneira irregular. É isso que chamamos de arritmia cardíaca.
Na prática, muitas pessoas descrevem a arritmia como uma sensação de “coração disparado”, “falha no peito”, “batimento fora do lugar”, “tremor no coração” ou “palpitação”. Algumas arritmias são benignas e não representam grande risco. Outras, porém, podem estar associadas a doenças cardíacas importantes, risco de desmaio, insuficiência cardíaca, AVC ou até situações de emergência.
As diretrizes internacionais mais recentes reforçam que a arritmia não deve ser vista apenas como um “batimento irregular”, mas como uma condição que precisa ser interpretada dentro do contexto clínico do paciente: idade, sintomas, presença de hipertensão arterial (link para um artigo nosso de hipertensão), diabetes, obesidade (idem), apneia do sono ( idem), doença cardíaca estrutural e risco de eventos cardiovasculares. A diretriz americana de fibrilação atrial da ACC/AHA/ACCP/HRS de 2023, por exemplo, destaca uma abordagem centrada no paciente, com avaliação de risco, decisão compartilhada e controle de fatores associados à progressão da arritmia.
Por isso, entender o que é arritmia cardíaca é importante não apenas para quem já sentiu palpitações, mas também para pessoas com pressão alta, diabetes, obesidade, doença cardíaca prévia, histórico familiar de problemas no coração ou idade mais avançada.
Como funciona o ritmo normal do coração?
Para compreender melhor a arritmia, imagine o coração como uma bomba comandada por um sistema elétrico próprio. Esse sistema começa em uma estrutura chamada nó sinusal, localizada no átrio direito. O nó sinusal funciona como um “marcapasso natural”, enviando impulsos elétricos que fazem o coração bater de maneira ritmada.
Esses impulsos percorrem os átrios, passam pelo nó atrioventricular e chegam aos ventrículos, que são as câmaras responsáveis por bombear o sangue para os pulmões e para o restante do corpo. Quando tudo ocorre de forma coordenada, o sangue circula adequadamente e os órgãos recebem oxigênio e nutrientes.
A arritmia aparece quando esse circuito elétrico sofre alguma interferência. O impulso pode nascer no lugar errado, circular de forma anormal ou ser bloqueado no caminho. Dependendo do tipo de alteração, o coração pode acelerar, desacelerar ou perder sua regularidade.
Arritmia cardíaca é sempre perigosa?
Não. Essa é uma das dúvidas mais comuns. Nem toda arritmia cardíaca é grave. Algumas extrassístoles, por exemplo, são batimentos antecipados que muitas vezes aparecem em pessoas sem doença cardíaca estrutural e podem ser percebidas como uma “falha” ou um “soco” no peito. Em muitos casos, são benignas.
Por outro lado, algumas arritmias merecem atenção especial. A fibrilação atrial, por exemplo, é uma arritmia comum, especialmente em pessoas mais idosas ou com fatores de risco cardiovasculares. Ela pode aumentar o risco de formação de coágulos e AVC quando não é corretamente avaliada e tratada.
A diretriz da European Society of Cardiology — ESC 2024 sobre fibrilação atrial consolidou uma estratégia chamada AF-CARE, que começa pelo controle de comorbidades e fatores de risco, passa pela prevenção de AVC e tromboembolismo, inclui controle de sintomas por frequência ou ritmo, e termina com reavaliação individualizada ao longo do tempo. Em outras palavras: na visão atual das diretrizes, tratar arritmia não é apenas “corrigir o batimento”, mas cuidar do paciente como um todo.
Existem também arritmias ventriculares mais graves, que podem comprometer a capacidade do coração de bombear sangue. Por isso, o ponto central não é apenas saber se existe uma arritmia, mas identificar qual é o tipo, em que contexto ela aparece e se há doença cardíaca associada.
Principais sintomas de arritmia cardíaca
A arritmia pode provocar sintomas muito variados. Algumas pessoas sentem apenas uma palpitação leve e passageira. Outras apresentam sintomas mais intensos, como tontura, falta de ar ou sensação de desmaio. Também é possível ter arritmia sem perceber nada, sendo descoberta em um eletrocardiograma, check-up ou monitorização cardíaca.
Os sintomas mais comuns incluem palpitações, coração acelerado, sensação de batimento irregular, falhas no peito, tontura, fraqueza, cansaço, falta de ar, desconforto torácico e sensação de desmaio.
É importante destacar que a intensidade dos sintomas nem sempre corresponde à gravidade da arritmia. Uma pessoa pode sentir palpitações muito incômodas por uma arritmia de baixo risco. Outra pode ter uma arritmia relevante e sentir pouco ou quase nada. Por isso, a avaliação médica é fundamental.
Esse ponto também aparece nas diretrizes atuais: a decisão sobre investigação e tratamento deve considerar não apenas o eletrocardiograma, mas também os sintomas, a duração dos episódios, a presença de doença cardíaca, o risco de AVC e o impacto da arritmia na qualidade de vida.
Quando a arritmia exige atendimento urgente?
Alguns sinais de alerta devem levar a uma avaliação imediata. Procure atendimento de emergência se a palpitação vier acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, desmaio, confusão mental, suor frio, palidez intensa, queda de pressão ou sensação de mal-estar intenso.
Também merece atenção a arritmia que surge durante esforço físico, especialmente se associada à tontura, dor torácica ou perda de consciência. Em pessoas com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, cardiomiopatia, doença valvar importante ou morte súbita na família, qualquer sintoma novo deve ser investigado com mais cuidado.
A mensagem prática é simples: palpitação isolada nem sempre é emergência, mas palpitação com dor no peito, desmaio, falta de ar importante ou queda do estado geral precisa de avaliação imediata.
Quais são os principais tipos de arritmia cardíaca?
As arritmias podem ser classificadas de várias formas. Uma maneira simples é dividi-las entre arritmias rápidas, lentas e irregulares.
As taquicardias são arritmias em que o coração bate rápido demais. Podem se originar nos átrios, como na taquicardia supraventricular, ou nos ventrículos, como em algumas taquicardias ventriculares. Nem toda taquicardia é uma condição anormal: durante exercício físico, ansiedade, febre ou dor, é normal a frequência cardíaca subir. O problema é quando o ritmo acelerado ocorre de forma inadequada ou por um circuito elétrico anormal.
As bradicardias acontecem quando o coração bate devagar demais. Em atletas ou pessoas bem condicionadas, uma frequência mais baixa pode ser normal. Mas se a frequência baixa causar tontura, cansaço extremo, desmaios ou pausas prolongadas, pode indicar doença do nó sinusal ou bloqueios na condução elétrica.
A fibrilação atrial é uma arritmia em que os átrios batem de forma desorganizada. Ela pode causar palpitações, falta de ar, cansaço e tontura, mas também pode ser silenciosa. Embora nem sempre cause risco imediato à vida, é uma condição séria porque pode aumentar o risco de AVC se não for tratada adequadamente.
A Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025, realizada pela Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca — SOBRAC e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia — SBC, reforça a importância de reconhecer e tratar os fatores que favorecem a fibrilação atrial, especialmente hipertensão arterial, obesidade, diabetes, apneia do sono e outras doenças cardiovasculares associadas.
As extrassístoles são batimentos antecipados, que podem ter origem nos átrios ou nos ventrículos. Muitas pessoas percebem como uma falha, uma pausa ou um batimento mais forte. Em geral, precisam ser avaliadas conforme frequência, sintomas e presença ou não de doença cardíaca estrutural.
O que causa arritmia cardíaca?
A arritmia cardíaca pode ter muitas causas. Algumas estão diretamente ligadas ao coração. Outras vêm de alterações metabólicas, hormonais, medicamentosas ou do estilo de vida.
Entre as causas cardíacas, estão a doença coronariana, infarto prévio, insuficiência cardíaca, hipertrofia do coração, doenças das válvulas, miocardites, cardiomiopatias e alterações congênitas do sistema elétrico. A hipertensão arterial de longa data também pode favorecer alterações estruturais que aumentam o risco de arritmias.
A diretriz brasileira de fibrilação atrial chama atenção para a relação entre pressão arterial e arritmia, destacando que o risco de arritmia se eleva com o aumento da pressão sistólica. Esse dado reforça um ponto muito importante para o público leigo: controlar bem a pressão não é apenas uma forma de evitar infarto e AVC, mas também uma estratégia para reduzir o risco de alterações do ritmo cardíaco.
Entre as causas não cardíacas, destacam-se distúrbios da tireoide, anemia, desidratação, alterações de potássio ou magnésio, apneia do sono, febre, infecções, estresse intenso e uso de algumas medicações. Consumo excessivo de álcool, estimulantes, energéticos e drogas ilícitas também pode desencadear arritmias.
Em muitas situações, a arritmia aparece por combinação de fatores. Uma pessoa com predisposição pode ter crises após noites mal dormidas, excesso de cafeína, álcool, estresse, desidratação ou infecção.
Ansiedade pode causar arritmia?
Ansiedade pode causar palpitações e aumentar a frequência cardíaca, mas nem toda palpitação por ansiedade é uma arritmia verdadeira. Em momentos de estresse, o corpo libera adrenalina, o coração acelera e a pessoa pode sentir batimentos fortes ou desconfortáveis.
O problema é que ansiedade e arritmia podem se parecer. Além disso, uma pessoa ansiosa também pode ter arritmia, e uma pessoa com arritmia pode ficar ansiosa por causa dos sintomas. Por isso, não é adequado atribuir automaticamente palpitações à ansiedade sem uma avaliação, principalmente quando os episódios são recorrentes, intensos, surgem em repouso ou vêm acompanhados de tontura, falta de ar ou dor no peito.
Essa diferenciação é essencial: sintomas emocionais podem coexistir com doenças cardiovasculares. Uma avaliação cuidadosa evita tanto o excesso de exames desnecessários quanto o erro de banalizar uma arritmia importante.
Como é feito o diagnóstico de arritmia cardíaca?
O diagnóstico começa com uma boa história clínica. O cardiologista avalia como são os sintomas, quando aparecem, quanto tempo duram, se ocorrem em repouso ou esforço, se há gatilhos, quais medicamentos o paciente usa e se existe histórico familiar de doença cardíaca ou morte súbita. Fundamental também que seja realizado um exame físico completo com atenção ao ritmo do coração, frequência cardíaca em repouso, presença de sopros, pressão arterial e outros sinais que possam identificar a causa ou condições associadas às arritmias.
O exame mais conhecido é o eletrocardiograma. Ele registra a atividade elétrica do coração naquele momento. O desafio é que muitas arritmias são intermitentes. Se o paciente não estiver em crise durante o exame, o eletrocardiograma pode vir normal.
Nesses casos, podem ser usados exames de monitorização, como o Holter de 24 horas, monitorização prolongada, looper de eventos ou dispositivos implantáveis em casos selecionados.
Outros exames podem ser necessários conforme o caso, como ecocardiograma, teste ergométrico, exames de sangue, avaliação da tireoide, dos eletrólitos, investigação de apneia do sono e, em situações específicas, estudo eletrofisiológico.
Arritmia cardíaca tem cura?
Depende do tipo de arritmia, da causa e do contexto clínico. Algumas arritmias desaparecem quando o fator desencadeante é corrigido, como alteração da tireoide, uso de estimulantes, distúrbios eletrolíticos ou excesso de álcool. Outras podem ser controladas com medicamentos, mudanças de estilo de vida ou procedimentos.
Em alguns casos, a ablação por cateter pode tratar o circuito elétrico responsável pela arritmia. Em outras situações, pode ser necessário o uso de marcapasso, cardioversor-desfibrilador implantável ou controle contínuo com medicamentos.
O mais importante é não tratar “arritmia” como se fosse uma única doença. O tratamento da fibrilação atrial, por exemplo, é diferente do tratamento de uma taquicardia supraventricular, de uma extrassístole ventricular ou de uma bradicardia sintomática.
Como é o tratamento da arritmia cardíaca?
O tratamento pode envolver várias estratégias. Em arritmias benignas e pouco sintomáticas, muitas vezes basta orientar o paciente, reduzir gatilhos e acompanhar. Em outras, podem ser usados medicamentos para controlar a frequência cardíaca, estabilizar o ritmo ou reduzir o risco de complicações.
Na fibrilação atrial, por exemplo, o tratamento pode incluir controle da frequência cardíaca , tentativa de manter ritmo normal, anticoagulação em pacientes com risco de AVC e controle agressivo de fatores como hipertensão, obesidade, apneia do sono e sedentarismo.
A ablação por cateter é uma opção para algumas arritmias. O procedimento busca eliminar ou isolar áreas do coração que disparam ou mantêm o ritmo anormal. Já o marcapasso é indicado em determinadas bradicardias ou bloqueios de condução. O cardiodesfibrilador implantável pode ser indicado em pacientes com risco aumentado de arritmias ventriculares graves.
Estilo de vida influencia nas arritmias?
Sim. Embora nem toda arritmia seja causada por hábitos de vida, o estilo de vida tem papel importante na prevenção e no controle de muitas alterações do ritmo cardíaco.
Sono inadequado, estresse crônico, sedentarismo, obesidade, excesso de álcool, tabagismo, alimentação ruim e apneia do sono podem contribuir para piora do risco cardiovascular e, em alguns casos, favorecer arritmias. A relação entre fibrilação atrial, obesidade, hipertensão e apneia do sono é especialmente relevante na prática clínica.
As diretrizes da AHA/ACC/HRS e da ESC reforçam a importância do controle dos fatores de risco e das doenças associadas. Isso inclui controle da pressão arterial, redução de peso quando indicada, tratamento da apneia do sono, atividade física regular, menor consumo de álcool e manejo adequado de doenças metabólicas.
Medidas como controlar a pressão arterial, tratar diabetes, reduzir peso quando necessário, melhorar o condicionamento físico, dormir melhor, tratar ronco e apneia, evitar excesso de álcool e revisar medicações podem fazer grande diferença.
Esse é um ponto essencial para a cardiologia moderna: a arritmia não deve ser tratada apenas no momento da crise. Muitas vezes, o melhor tratamento começa antes, com prevenção, controle metabólico, sono de qualidade, alimentação adequada e acompanhamento cardiovascular regular.
Palpitação é sempre arritmia?
Não. Palpitação é a percepção dos batimentos cardíacos. Ela pode ocorrer por arritmia, mas também por ansiedade, estresse, febre, anemia, hipoglicemia, desidratação, excesso de cafeína, exercício físico, alterações hormonais ou uso de alguns medicamentos.
Por outro lado, como palpitação pode ser manifestação de arritmia, não deve ser ignorada quando é frequente, intensa, prolongada ou associada a sintomas de alerta. A melhor forma de diferenciar é tentar registrar o ritmo cardíaco durante o sintoma, seja por eletrocardiograma, Holter ou outro método indicado pelo cardiologista.
Arritmia cardíaca pode causar AVC?
Algumas arritmias podem aumentar o risco de AVC, especialmente a fibrilação atrial. Nessa condição, os átrios não contraem de forma organizada, o que pode favorecer a formação de coágulos. Se um coágulo se desloca para a circulação cerebral, pode causar um AVC.
Por isso, em pacientes com fibrilação atrial, o cardiologista avalia o risco individual e decide se há indicação de anticoagulante. Nem todo paciente com fibrilação atrial precisa do mesmo tratamento, e a decisão deve considerar idade, hipertensão, diabetes, AVC prévio, insuficiência cardíaca e outros fatores.
A diretriz ESC 2024 coloca a prevenção de AVC e tromboembolismo como uma das etapas centrais do cuidado na fibrilação atrial. Da mesma forma, a diretriz americana da ACC/AHA/ACCP/HRS de 2023 reforça a importância da avaliação do risco tromboembólico e da anticoagulação quando indicada.
Quando procurar um cardiologista?
Procure um cardiologista se você sente palpitações recorrentes, coração acelerado sem motivo claro, sensação de falhas nos batimentos, tontura, desmaios, falta de ar, cansaço desproporcional ou desconforto no peito. Também é recomendável avaliação se você tem histórico de doença cardíaca, pressão alta, diabetes, colesterol elevado, obesidade, apneia do sono ou familiares com arritmia importante ou morte súbita.
Mesmo quando a arritmia é benigna, o diagnóstico correto traz segurança. E quando é uma arritmia de maior risco, a identificação precoce pode prevenir complicações importantes.
A recomendação prática, alinhada às diretrizes atuais, é não avaliar a arritmia de forma isolada. O cardiologista deve observar o ritmo cardíaco, mas também o risco global do paciente: pressão arterial, peso, sono, metabolismo, função cardíaca, risco de AVC, presença de sintomas e impacto na qualidade de vida.
Conclusão: arritmia cardíaca precisa ser entendida, não temida
A arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo do coração. Ela pode ser simples e benigna, mas também pode indicar problemas que exigem investigação e tratamento. O mesmo sintoma de palpitação pode ter causas diferentes, desde ansiedade e extrassístoles benignas até fibrilação atrial ou outras arritmias relevantes.
As diretrizes mais recentes da AHA/ACC/HRS, da ESC e da SBC/SOBRAC caminham na mesma direção: o cuidado com a arritmia deve ser individualizado, baseado em risco, sintomas, prevenção de complicações e controle dos fatores que favorecem a progressão da doença.
Por isso, o melhor caminho é não banalizar nem se desesperar. Observar os sintomas, procurar avaliação médica e realizar os exames adequados permite identificar o tipo de arritmia e definir a melhor conduta.
Cuidar do ritmo do coração é cuidar da circulação, do cérebro, da disposição e da saúde cardiovascular como um todo.
Referências
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Escrito por: Ênio Panetti Usiglio CRM 52 56781-1, médico especialista em cardiologia pela sociedade brasileira de cardiologia (RQE 24185) e pós-graduado em nutrologia,membro da sociedade brasileira de hipertensão arterial e da associação brasileira para o estudo da obesidade e síndrome metabólica (ABESO).



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