Tratamento da osteoporose: como proteger seus ossos
- Equipe Ênio Panetti

- 6 de jan.
- 4 min de leitura

A maioria das pessoas só ouve falar em osteoporose quando algo já deu errado. Um tombo simples que termina em fratura. Uma dor nas costas que aparece “do nada” e revela uma vértebra colapsada.
Nesse momento surgem o medo, a insegurança, a dúvida. Medo de cair, medo de quebrar, medo de perder a própria autonomia. E esse medo é legítimo, porque a osteoporose não é apenas uma doença dos ossos — ela interfere diretamente na liberdade de viver.
A boa notícia é que hoje sabemos como identificar, tratar e controlar a osteoporose. E, principalmente, sabemos como evitar aquilo que mais assusta: as fraturas.
O que é osteoporose — em palavras simples
Nossos ossos são tecidos vivos. Todos os dias, células retiram pequenas partes do osso antigo e outras constroem osso novo. Enquanto somos jovens, a construção vence a perda, depois ocorre um equilíbrio entre a perda e a formação e com o passar dos anos, esse equilíbrio se inverte: perde-se mais do que se constrói.
O osso vai ficando mais fino, mais poroso e mais frágil por dentro — mesmo que por fora pareça normal. É isso que chamamos de osteoporose.
Ela quase nunca dói no início. Por isso, muitas pessoas só descobrem quando ocorre a primeira fratura.
Por que a osteoporose acontece?
Outros fatores importantes entram nessa conta: baixa ingestão de cálcio e vitamina D, pouca exposição ao sol, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso prolongado de corticoides, algumas doenças hormonais e histórico familiar de fraturas.
A osteoporose não surge de repente. Ela se constrói em silêncio, ao longo de anos.
Por que requer atenção?
Porque a fratura muda o curso da vida.
Fraturas de quadril, coluna e punho são as mais comuns. Uma fratura de quadril pode marcar o início da perda de independência, necessidade de cuidadores, internações e cirurgia.
Fraturas de coluna muitas vezes passam despercebidas, mas causam dor crônica, perda de altura, postura encurvada e impacto respiratório e emocional.
Hoje, o foco não é tratar a fratura — é impedir que ela aconteça.
Como a osteoporose é diagnosticada?
O principal exame é a densitometria óssea, que mede a densidade mineral do osso e gera o T-score. Quanto mais negativo, mais frágil está o osso.
Mas o diagnóstico não depende apenas de um número. Idade, histórico familiar, fraturas prévias, uso de medicamentos, doenças associadas e risco de queda também entram na avaliação. Muitas pessoas com osteopenia já apresentam risco elevado e precisam de tratamento.
Osteoporose e tratamento
Hoje a osteoporose é uma condição controlável. Com acompanhamento e tratamento corretos, é possível reduzir o risco de fraturas em até 50–70%.
Mas é importante entender: tratar osteoporose não é apenas “tomar cálcio”. O tratamento moderno se apoia em três pilares: fornecer os nutrientes que o osso precisa, reduzir a perda óssea e, em alguns casos, estimular a formação de osso novo.
Cálcio e vitamina D: a base
O cálcio mantém a estrutura óssea. A vitamina D permite que esse cálcio seja absorvido e utilizado corretamente.
Quando esses dois estão baixos, o organismo retira cálcio dos ossos para manter funções vitais. Por isso, quase todo tratamento começa corrigindo esses níveis.
Mas eles são a base — não o tratamento principal.
Os medicamentos que realmente protegem contra fraturas
Quando o risco de fratura é real, entram os medicamentos que agem diretamente no metabolismo ósseo. Entre eles estão os bisfosfonatos, que reduzem a velocidade com que o osso é reabsorvido pelo próprio organismo.
Os mais utilizados são:
– Alendronato (fosamax) — comprimido semanal
– Risedronato (Actonel) — comprimido semanal ou mensal
– Ácido zoledrônico (Aclasta)— aplicação endovenosa anual
Eles são indicados quando há diagnóstico de osteoporose, quando já ocorreu fratura por fragilidade ou quando o risco calculado é elevado.
Esses medicamentos não são “fortes demais”. Eles são protetores. Reduzem de forma comprovada as fraturas mais graves, como as de quadril e coluna, preservando autonomia e qualidade de vida.
O Aclasta®, em especial, é usado quando se busca proteção mais intensa, quando há dificuldade com comprimidos ou quando o risco de fratura é alto. Uma única aplicação anual oferece proteção contínua.
Como todo medicamento, exigem avaliação cuidadosa da função renal, da vitamina D e da saúde bucal, mas quando bem indicados os benefícios superam amplamente os riscos.
Exercício físico: parte do tratamento
O osso responde a estímulo. Caminhada, musculação, exercícios de equilíbrio e coordenação ajudam a fortalecer os ossos e reduzem o risco de quedas.
O exercício não é opcional — ele é parte do tratamento.
Alimentação e estilo de vida
Alimentação rica em proteínas, cálcio e vegetais, exposição solar adequada, abandono do tabagismo, redução do álcool e cuidado com a saúde hormonal fazem enorme diferença no controle da osteoporose.
Osteoporose tem cura?
A osteoporose é uma condição crônica, mas pode ser controlada. Com tratamento e acompanhamento, o risco de fratura pode se aproximar muito do normal.
O maior erro: só tratar depois da fratura
A osteoporose é altamente prevenível. O melhor momento para agir é antes da primeira fratura.
Receber o diagnóstico de osteoporose assusta. Mas ele também traz uma oportunidade: a chance de proteger seus ossos, sua independência e seu futuro.
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