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Tratamento da osteoporose: como proteger seus ossos

tratamento osteoporose

A maioria das pessoas só ouve falar em osteoporose quando algo já deu errado. Um tombo simples que termina em fratura. Uma dor nas costas que aparece “do nada” e revela uma vértebra colapsada. 

Nesse momento surgem o medo, a insegurança, a dúvida. Medo de cair, medo de quebrar, medo de perder a própria autonomia. E esse medo é legítimo, porque a osteoporose não é apenas uma doença dos ossos — ela interfere diretamente na liberdade de viver.

A boa notícia é que hoje sabemos como identificar, tratar e controlar a osteoporose. E, principalmente, sabemos como evitar aquilo que mais assusta: as fraturas.


O que é osteoporose — em palavras simples

Nossos ossos são tecidos vivos. Todos os dias, células retiram pequenas partes do osso antigo e outras constroem osso novo. Enquanto somos jovens, a construção vence a perda, depois ocorre um equilíbrio entre a perda e a formação e com o passar dos anos, esse equilíbrio se inverte: perde-se mais do que se constrói.

O osso vai ficando mais fino, mais poroso e mais frágil por dentro — mesmo que por fora pareça normal. É isso que chamamos de osteoporose.

Ela quase nunca dói no início. Por isso, muitas pessoas só descobrem quando ocorre a primeira fratura.


Por que a osteoporose acontece?

O envelhecimento é o principal fator, mas não o único. Nas mulheres, a queda do estrogênio após a menopausa acelera a perda óssea. Nos homens, a perda é mais lenta, porém contínua.

Outros fatores importantes entram nessa conta: baixa ingestão de cálcio e vitamina D, pouca exposição ao sol, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso prolongado de corticoides, algumas doenças hormonais e histórico familiar de fraturas.

A osteoporose não surge de repente. Ela se constrói em silêncio, ao longo de anos.


Por que requer atenção?

Porque a fratura muda o curso da vida.

Fraturas de quadril, coluna e punho são as mais comuns. Uma fratura de quadril pode marcar o início da perda de independência, necessidade de cuidadores, internações e cirurgia.

Fraturas de coluna muitas vezes passam despercebidas, mas causam dor crônica, perda de altura, postura encurvada e impacto respiratório e emocional.

Hoje, o foco não é tratar a fratura — é impedir que ela aconteça.


Como a osteoporose é diagnosticada?

O principal exame é a densitometria óssea, que mede a densidade mineral do osso e gera o T-score. Quanto mais negativo, mais frágil está o osso.

Mas o diagnóstico não depende apenas de um número. Idade, histórico familiar, fraturas prévias, uso de medicamentos, doenças associadas e risco de queda também entram na avaliação. Muitas pessoas com osteopenia já apresentam risco elevado e precisam de tratamento.


Osteoporose e tratamento

Hoje a osteoporose é uma condição controlável. Com acompanhamento e tratamento corretos, é possível reduzir o risco de fraturas em até 50–70%.

Mas é importante entender: tratar osteoporose não é apenas “tomar cálcio”. O tratamento moderno se apoia em três pilares: fornecer os nutrientes que o osso precisa, reduzir a perda óssea e, em alguns casos, estimular a formação de osso novo.


Cálcio e vitamina D: a base

O cálcio mantém a estrutura óssea. A vitamina D permite que esse cálcio seja absorvido e utilizado corretamente.

Quando esses dois estão baixos, o organismo retira cálcio dos ossos para manter funções vitais. Por isso, quase todo tratamento começa corrigindo esses níveis.

Mas eles são a base — não o tratamento principal.


Os medicamentos que realmente protegem contra fraturas

Quando o risco de fratura é real, entram os medicamentos que agem diretamente no metabolismo ósseo. Entre eles estão os bisfosfonatos, que reduzem a velocidade com que o osso é reabsorvido pelo próprio organismo.

Os mais utilizados são:

– Alendronato (fosamax) — comprimido semanal

– Risedronato (Actonel) — comprimido semanal ou mensal

– Ácido zoledrônico (Aclasta)— aplicação endovenosa anual

Eles são indicados quando há diagnóstico de osteoporose, quando já ocorreu fratura por fragilidade ou quando o risco calculado é elevado.

Esses medicamentos não são “fortes demais”. Eles são protetores. Reduzem de forma comprovada as fraturas mais graves, como as de quadril e coluna, preservando autonomia e qualidade de vida.

O Aclasta®, em especial, é usado quando se busca proteção mais intensa, quando há dificuldade com comprimidos ou quando o risco de fratura é alto. Uma única aplicação anual oferece proteção contínua.

Como todo medicamento, exigem avaliação cuidadosa da função renal, da vitamina D e da saúde bucal, mas quando bem indicados os benefícios superam amplamente os riscos.


Exercício físico: parte do tratamento

O osso responde a estímulo. Caminhada, musculação, exercícios de equilíbrio e coordenação ajudam a fortalecer os ossos e reduzem o risco de quedas.

O exercício não é opcional — ele é parte do tratamento.


Alimentação e estilo de vida

Alimentação rica em proteínas, cálcio e vegetais, exposição solar adequada, abandono do tabagismo, redução do álcool e cuidado com a saúde hormonal fazem enorme diferença no controle da osteoporose.


Osteoporose tem cura?

A osteoporose é uma condição crônica, mas pode ser controlada. Com tratamento e acompanhamento, o risco de fratura pode se aproximar muito do normal.


O maior erro: só tratar depois da fratura

A osteoporose é altamente prevenível. O melhor momento para agir é antes da primeira fratura.

Receber o diagnóstico de osteoporose assusta. Mas ele também traz uma oportunidade: a chance de proteger seus ossos, sua independência e seu futuro.


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Ênio Panetti - CRM 52.56781-1




 
 
 

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